Mário de Andrade
Mário de Andrade(1893-1945)nasceu em São Paulo,cidade em que amou intensamente e que retratou em varias de suas obras.
Mário Sobral, publicou seu primeiro livro, Há uma gota de sangue em cada poema, no qual fazia críticas à carnificina produzida pela Primeira Guerra Mundial e defendia a paz.
O autor teve um papel decisivo na implantação do Modernismo no Brasil.
Mário foi diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico, do Ministério da Educação e professor universitário, sempre prestando serviços de grande valor na área da cultura e da educação.
Em 1926, Mário publica Losango cáqui, uma obra de poemas escritos em 1922 e que portanto segue a orientação dos poemas “desvairistas”.
Clã do jabuti (1927) e Remate de males (1930), obras escritas em1923 e 1930 nos quais Mário emprega o resultado das pequisas folcloricas realizadas nas viagens que empreendeu pelo Brasil entre 1924 e 1927, representam o início de um período, do qual surgiria Macunaína. Buscando o conhecimento e o registro do Brasil e das manifestações culturais, Mário introduz nessas obras as lendas, os costumes e o modo de falar regionais, os ritmos e as danças populares: samba, coco, toada, modinha.
A partir de 1930, a poesia de Mário de Andrade sofre uma mudança de orientação. A poesia de Mário toma duas direções: de um lado, a poesia intimista e introspectiva, de outro lado, a poesia política, de combate às injustiças sociais em linguagem agressiva e explosiva.
industrialização
Se eu vivesse mais um dia
criaria uma máquina voadora
onde o homem voaria
e as industrias dominariam.
Se eu vivesse mais um dia
as engrenagens se sobressaiam
onde a riqueza produza
a inovação da tecnologia.
Se eu vivesse mais um dia
ficaia feliz
pois um carro compraria.
Para viver
nesse mundo de tecnologia!